
Existem vários tipos e diferentes utilidades para o portfólio. Há os portfólios particulares ou profissionais onde seus autores registram práticas e documentos relacionados à suas atividades laborais e também, aqueles relativos aos processos de aprendizagem, que funcionam como uma avaliação formativa e somativa, organizando o eixo constituinte do trabalho pedagógico.
O portfólio enquanto ferramenta pedagógica pode ser descrito como uma coletânea organizada e planejada de trabalhos produzidos pelo aluno ao longo de um determinado período, de forma a poder proporcionar uma visão detalhada da aprendizagem, bem como dos diferentes componentes do seu desenvolvimento cognitivo e afetivo. Reflete também, a identidade de cada aluno, de cada professor, em cada contexto, enquanto construtores do seu desenvolvimento ao longo da vida. Permite uma verdadeira avaliação contínua.
O portfólio de aprendizagem tem como autor o aluno, sendo de sua propriedade, onde é ele quem estrutura sua apresentação, escolhe os trabalhos e atividades que irão compor. Funciona como uma auto-avaliação, mostrando e dando-se conta do que aprendeu. Este recurso não é única e exclusivamente uma coleção de trabalhos, mas sim, como já dito, uma coletânea organizada e planejada, pois na medida que o estudante seleciona tudo o que foi significativo para sua aprendizagem, faz com que ele mesmo avalie suas produções as quais demonstrarão suas habilidades, competências e valores coerentes com os objetivos do estudo e com isso, cria-se a ideia de que todos aprendem de maneiras diferentes, oportunizando o exercício de seu julgamento, iniciativa e autoridade.
A avaliação através do portfólio deve ser reflexiva, assim como a atividade docente, pois deve-se sempre pensar sobre o que se faz, para que não haja a acomodação e a repetição de erros, reelaborando a prática pedagógica com criticidade. As escolas devem utilizá-lo para acompanhar o desempenho do educando e também para provocar melhorias no trabalho docente. Com ele, acontece uma mudança de concepção da avaliação, onde o professor deixa de ser o “examinador” e o aluno o “examinado”, atuando-se em parceria, sem com isso se perder o rigor e a seriedade que a atividade impõe. Não deve ser uma avaliação classificatória e punitiva, devendo-se analisar o progresso do aluno, valorizando-se suas produções. Cabe ressaltar que o bom ensino é aquele que está constantemente em movimento.
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