
Uma relação entre os sistemas educacionais francês e brasileiro
Analisando o filme francês com a realidade apresentada, vimos um sistema educacional como um organismo vivo e dinâmico, que assemelha-se aos existentes em nosso país, fazendo parte de um contexto socioeconômicocultural, marcados não somente pela pluralidade como pela controvérsia que vem a se manifestar na escola, demandando para um novo enfoque de organização.
O aluno que se apresenta precisa ser preparado, mas não somente para os níveis mais elevados de escolaridade, uma vez que o que ele precisa é aprender pra compreender a vida, a si mesmo e a sociedade, como condições para ações competentes na prática da cidadania. Desta maneira acredito fazer-se necessário mudanças urgentes na escola, onde o educando precisa ser instigado a enfrentar criativamente, com emprendedorismo e espírito crítico os problemas cada vez mais complexos da sociedade.
O filme apresenta várias tentativas por parte do professor de fazer com que o aluno fale de si, mostre a ele um pouco das suas demandas, das suas necessidades, dos seus gostos, para que talvez, em cima desses dados possam ser desenvolvidas aulas prazerosas e significativas. Muitas vezes essas tentativas não renderam resultados positivos, apresentando uma criticidade desviada do real objetivo da escola.
Desta maneira, com essas tentativas apresentadas, podemos pensar que o aluno não aprende somente na sala de aula, mas na escola como um todo, pela maneira como a mesma é organizada e como funciona, pelas ações globais que promove, pelo modo como as pessoas nela se relacionam e como a escola se relaciona com a comunidade, pela atitude expressa em relação às pessoas, aos problemas educacionais e sociais, pelo modo como nela se trabalha. É preciso subsidiar a realização desse trabalho e refletir sobre ele, sendo uma tarefa aberta a contribuições de todos os atores da escola.
Acredito então, em uma mobilização dinâmica e coletiva do elemento humano, sua energia e competência, como condições básicas e fundamentais para a melhoria da qualidade do ensino e a transformação da própria identidade da educação. Tal tarefa não se apresenta de fácil aplicação e resultados prontos a aparecer, é preciso muito empenho, diálogo, compreensão, dedicação para um êxito futuro. Um bom exemplo de tentativa de realização da transformação dessa qualidade de ensino é o auto-retrato realizado no filme, que deve ser conduzido para o auto-conhecimento crítico, analítico e rentável de bons frutos na aprendizagem e construção do cidadão crítico, criativo e empreendedor.
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