segunda-feira, 22 de junho de 2009

Definindo a Arteterapia

Arteterapia é o termo que designa a utilização de recursos artísticos em contextos terapêuticos; Esta é uma definição ampla, pois pressupõe que o processo do fazer artístico tem o potencial de cura quando o cliente é acompanhado pelo arteterapeuta experiente, que com ele constrói uma relação que facilita a ampliação da consciência e do auto-conhecimento, possibilitando mudanças. É um campo de interface com especificidade própria, pois não se trata de simples “fusão” de conhecimentos de arte e de psicologia. Isso significa que não basta ser psicólogo e “gostar de arte” ou ser artista arte-educador e “gostar de trabalhar com pessoas com dificuldades especiais”. A formação em arteterapia além das matérias de arte e psicologia necessárias, compreende também um corpo teórico e metodológico próprios, que abrange conhecimentos da história da arteterapia, conhecimento dos processos psicológicos gerados tanto no decorrer da atividade artística como na observação de trabalhos de arte, conhecimento das relações entre processos criativos, terapêuticos dos diferentes materiais e técnicas, conhecimento dos fundamentos teóricos e metodológicos da abordagem, vivência pessoal e prática supervisionada.

A Arteterapia é um caminho através do qual cada indivíduo pode encontrar possibilidades de expressão para, através de técnicas e materiais artísticos, processar, elaborar e redimensionar suas dificuldades na vida.


Fonte: http://www.sedes.org.br/arteterapia.htm

domingo, 21 de junho de 2009

BRINCAR

Nada melhor e mais interessante do que iniciar minhas postagens com um assunto muito divertido, tanto para crianças, quanto para adultos: o brincar. Todos brincamos, não importa a idade, a classe social, o lugar... animais brincam. A criança pequena que assume o papel da bailarina está experimentando como é adotar o papel de uma outra pessoa, logo está brincando. O adulto que rabisca está explorando o meio disponível de maneiras previamente não-descobertas, como uma repetição consciente ou inconsciente de um desenho previamente encontrado ou variações sobre um tema. Isso pode ou não ter um propósito. O importante é que esse tipo de brincar exploratório é uma preliminar do brincar real. O brincar infantil é onde a criança consegue aprender e também resolver conflitos e ansiedades. O brincar adulto parece ser uma resposta a uma demanda interna de ocupar-se mentalmente e fisicamente, enquanto alguma outra atividade bem dominada esta ocorrendo. Todos nós aprendemos - o tempo todo. É o nosso constante estado de "prontidão para brincar" que determina tudo isso. Aqui está uma grande força do brincar: os indivíduos, quer adultos quer crianças, podem brincar à sua maneira, aproveitando dessa experiência toda a aprendizagem para a qual eles estão "prontos" naquele momento.
Para ilustrar esse assunto divertido deixo as obras do grande Portinari que pintou o brincar em suas mais belas formas:


Crianças brincando - Portinari

Pipas - Portinari

Fonte: MOYLES, J. Só Brincar: O papel do brincar na educação infantil. Porto Alegre: ArtMed, 2002