terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Arte em São Paulo

Em passagem por São Paulo no último mês de outubro, fiz um passeio cultural para poder me atualizar do cenário artístico em exposição na capital paulista.
Iniciamos pelo Museu da Língua Portuguesa, com exposição comemorativa ao ano da França no Brasil, que ilustrava um pouco da língua francesa num belo diálogo com a língua portuguesa, realmente muito interessante. Além da evolução de nossa língua, o encantamento foi ver Cora Coralina e seus muitos escritos expostos e projetados pelo museu.

A Pinacoteca, outro excelente passeio, apresentava Matisse entre outras obras ricas e encantadoras.


A seguir, belas imagens registradas nos momentos:


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

ENTRE OS MUROS DA ESCOLA


Uma relação entre os sistemas educacionais francês e brasileiro


Analisando o filme francês com a realidade apresentada, vimos um sistema educacional como um organismo vivo e dinâmico, que assemelha-se aos existentes em nosso país, fazendo parte de um contexto socioeconômicocultural, marcados não somente pela pluralidade como pela controvérsia que vem a se manifestar na escola, demandando para um novo enfoque de organização.

O aluno que se apresenta precisa ser preparado, mas não somente para os níveis mais elevados de escolaridade, uma vez que o que ele precisa é aprender pra compreender a vida, a si mesmo e a sociedade, como condições para ações competentes na prática da cidadania. Desta maneira acredito fazer-se necessário mudanças urgentes na escola, onde o educando precisa ser instigado a enfrentar criativamente, com emprendedorismo e espírito crítico os problemas cada vez mais complexos da sociedade.

O filme apresenta várias tentativas por parte do professor de fazer com que o aluno fale de si, mostre a ele um pouco das suas demandas, das suas necessidades, dos seus gostos, para que talvez, em cima desses dados possam ser desenvolvidas aulas prazerosas e significativas. Muitas vezes essas tentativas não renderam resultados positivos, apresentando uma criticidade desviada do real objetivo da escola.

Desta maneira, com essas tentativas apresentadas, podemos pensar que o aluno não aprende somente na sala de aula, mas na escola como um todo, pela maneira como a mesma é organizada e como funciona, pelas ações globais que promove, pelo modo como as pessoas nela se relacionam e como a escola se relaciona com a comunidade, pela atitude expressa em relação às pessoas, aos problemas educacionais e sociais, pelo modo como nela se trabalha. É preciso subsidiar a realização desse trabalho e refletir sobre ele, sendo uma tarefa aberta a contribuições de todos os atores da escola.

Acredito então, em uma mobilização dinâmica e coletiva do elemento humano, sua energia e competência, como condições básicas e fundamentais para a melhoria da qualidade do ensino e a transformação da própria identidade da educação. Tal tarefa não se apresenta de fácil aplicação e resultados prontos a aparecer, é preciso muito empenho, diálogo, compreensão, dedicação para um êxito futuro. Um bom exemplo de tentativa de realização da transformação dessa qualidade de ensino é o auto-retrato realizado no filme, que deve ser conduzido para o auto-conhecimento crítico, analítico e rentável de bons frutos na aprendizagem e construção do cidadão crítico, criativo e empreendedor.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Ser Professor no Contexto Atual

A difícil tarefa de ser professor nos dias de hoje, busca a promoção de um trabalho de qualidade, onde este profissional é considerado parte significativa que articula seu conhecimento com o aprendizado desejado para o aluno, esperando-se então, uma prática que redimensiona o simples ensinar e aprender, vislumbrando uma relação ampla que contempla um mundo de vivências e experiências que não podem ser ignoradas, fazendo disso um objeto de estudo e pesquisa, levando o educando a construir seu conhecimento de maneira prazerosa e criativa, em busca de uma leitura de mundo que antecede a leitura da palavra.
O professor, num trabalho amparado por ideias e publicações de renomados autores, deve:
* Preparar os alunos para a vida que vivem neste momento, sem separar esta vida da educação, despertando assim o entusiasmo, desenvolvendo a capacidade de pensar, estimulando a interação com o meio, servindo de impulsionador, pois quanto maior for o aprendizado, maior será o desenvolvimento, levando o sujeito a construir seu conhecimento;
* Buscar formação continuada a qual haja uma união do exercício da critividade e o reconhecimento do valor das emoções, da sensibilidade, da afetividade e da intuição. Os professores devem estar qualificados com ampla cultura na área das ciências humanas, com forte orientação para as práticas reflexivas e capacidade de inovação. A formação continuada deve acontecer no espaço escolar, com o próprio grupo de trabalho, sendo este um ambiente privilegiado para tal.
* Pensar em um currículo que objetiva as competências do educando em substituição as listagens de conteúdos, o que dará um sentido ao aprendizado, pois visa a ação e não o ensino fragmentado. Um conteúdo é mais fácil de ser compreendido quando faz parte de um contexto.
* O professor deve ser aquele que pensa sobre sua prática, elabora o seu saber docente em cima do seu cotidiano, fazendo uma análise sistemática onde seu dia-a-dia seja objeto de pesquisa, produzindo uma reflexão sobre sua experiência. É necessário que se veja a importância das relações entre ensinar e pesquisar, pensando no aluno a partir do próprio aluno. Citando Marques, 2008: "A pesquisa permite ao professor um auxílio a construir um adulto capaz de conquistar por si só a beleza e a verdade do seu tempo."
* O professor deve ter o conhecimento específico da sua área de atuação, um conhecimento pedagógico geral de tudo que ocorre no seu ambiente, bem como e também fundamental, um conhecimento pedagógico do conteúdo, que envolve tudo o que leva ao aprendizado mais fácil e significativo, tendo clareza em todo conhecimento trazido pelo aluno.

Fonte de pesquisa: Prof. Maria Helena Wagner Rossi - UCS - Coordenadora Adjunta do Curso de Artes Visuais da REGESD - Vídeo com as principais ideias de diversos autores sobre a educação.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Portfólio


Existem vários tipos e diferentes utilidades para o portfólio. Há os portfólios particulares ou profissionais onde seus autores registram práticas e documentos relacionados à suas atividades laborais e também, aqueles relativos aos processos de aprendizagem, que funcionam como uma avaliação formativa e somativa, organizando o eixo constituinte do trabalho pedagógico.

O portfólio enquanto ferramenta pedagógica pode ser descrito como uma coletânea organizada e planejada de trabalhos produzidos pelo aluno ao longo de um determinado período, de forma a poder proporcionar uma visão detalhada da aprendizagem, bem como dos diferentes componentes do seu desenvolvimento cognitivo e afetivo. Reflete também, a identidade de cada aluno, de cada professor, em cada contexto, enquanto construtores do seu desenvolvimento ao longo da vida. Permite uma verdadeira avaliação contínua.

O portfólio de aprendizagem tem como autor o aluno, sendo de sua propriedade, onde é ele quem estrutura sua apresentação, escolhe os trabalhos e atividades que irão compor. Funciona como uma auto-avaliação, mostrando e dando-se conta do que aprendeu. Este recurso não é única e exclusivamente uma coleção de trabalhos, mas sim, como já dito, uma coletânea organizada e planejada, pois na medida que o estudante seleciona tudo o que foi significativo para sua aprendizagem, faz com que ele mesmo avalie suas produções as quais demonstrarão suas habilidades, competências e valores coerentes com os objetivos do estudo e com isso, cria-se a ideia de que todos aprendem de maneiras diferentes, oportunizando o exercício de seu julgamento, iniciativa e autoridade.

A avaliação através do portfólio deve ser reflexiva, assim como a atividade docente, pois deve-se sempre pensar sobre o que se faz, para que não haja a acomodação e a repetição de erros, reelaborando a prática pedagógica com criticidade. As escolas devem utilizá-lo para acompanhar o desempenho do educando e também para provocar melhorias no trabalho docente. Com ele, acontece uma mudança de concepção da avaliação, onde o professor deixa de ser o “examinador” e o aluno o “examinado”, atuando-se em parceria, sem com isso se perder o rigor e a seriedade que a atividade impõe. Não deve ser uma avaliação classificatória e punitiva, devendo-se analisar o progresso do aluno, valorizando-se suas produções. Cabe ressaltar que o bom ensino é aquele que está constantemente em movimento.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Carta aos Pais

Rubem Alves

Também sou pai e, portanto, compreendo. Vocês querem o melhor para o filho, para a filha. A melhor escola, os melhores professores, os melhores colegas. Vocês querem que filhos e filhas fiquem bem preparados para a vida. A vida é dura, e só sobrevivem os mais aptos. É preciso ter uma boa educação.

Compreendo, portanto, que vocês tenham torcido o nariz ao saber que a escola ia adotar uma política estranha: colocar crianças deficientes nas mesmas classes das crianças normais. O seu nariz torcido disse o seguinte: “Não gostamos. Não deveria ser assim!”. O problema começa com o fato de as crianças deficientes serem fisicamente diferentes das outras, chegando mesmo, por vezes, a ter uma aparência esquisita. E isso cria, de saída, um mal-estar... digamos... estético. Para complicar, há o fato de as crianças deficientes serem mais lerdas: elas aprendem devagar. As professoras vão ser forçadas a diminuir o ritmo do programa para que elas não fiquem para trás. E isso, evidentemente, trará prejuízos para nossos filhos e nossas filhas, normais, bonitos, inteligentes. É preciso ser realista: a escola é uma maratona para se passar no vestibular. É para isso que elas existem. Quem fica para trás não entra... O certo mesmo seria ter escolas especializadas, separadas, onde os deficientes aprenderiam o que podem aprender, sem atrapalhar os outros.

Se é assim que vocês pensam, eu lhes digo: tratem de mudar sua maneira de pensar rapidamente, porque, caso contrário, vocês irão colher frutos muito amargos no futuro. Porque, quer vocês queiram quer não, o tempo se encarregará de fazê-los deficientes.

É possível que, na sua casa, num lugar de destaque, em meio às peças de decoração, esteja um exemplar das Escrituras Sagradas. Via de regra, a Bíblia está lá por superstição. As pessoas acreditam que Deus vai proteger. Se assim fosse, melhor que seguro de vida seria levar uma Bíblia sempre no bolso. Não sei se vocês a lêem. Deveriam. E sugiro um poema sombrio, triste e verdadeiro do livro de Eclesiastes. O autor, já velho, aconselha os moços a pensarem na velhice:

Lembra-te do Criador na tua mocidade, antes que cheguem os dias das dores e se aproximem os anos dos quais dirás: “Não tenho mais alegrias...” Antes que se escureça a luz do sol, da lua e das estrelas e voltem as nuvens depois da chuva... Antes que os guardas da casa comecem a tremer e os homens fortes a ficar curvados... Antes que as mós sejam poucas e parem de moer... Antes que a escuridão envolva os que olham pelas janelas [...]. Antes que as pessoas se levantem com o canto dos pássaros... Antes que cessem todas as canções... Então se terá medo das alturas e se terá medo de andar nos caminhos planos... Quando a amendoeira florescer com suas flores brancas, quando um simples gafanhoto ficar pesado e as alcaparras não tiverem mais gosto [...]. Antes que se rompa o fio de prata e se despedace a taça de ouro e se quebre o cântaro junto à fonte e se parta a roldana do poço e o pó volte à terra... Brumas, brumas, tudo são brumas... (Eclesiastes 12:1-8).

Os semitas eram poetas. Escreviam por meio de metáforas. Metáfora é uma palavra que sugere outra. Tudo o que está escrito nesse poema se refere a vocês, a mim, a todos. “Antes que se escureça a luz do sol...” Sim, chegará o momento em que os seus olhos não verão como viam na mocidade. Os seus braços ficarão fracos e tremerão no seu corpo curvo. As mós — seus dentes — não mais moerão por serem poucas. E a cama pela manhã, tão gostosa no tempo da mocidade, ficará incômoda. Vocês se levantarão tão cedo quanto os pássaros e terão medo de andar por não verem direito o caminho. É preciso ser prudentes porque os velhos caem com facilidade por causa de suas pernas bambas e podem quebrar a cabeça do fêmur. Pode até ser que vocês venham a precisar de uma bengala. Por acaso os moinhos pararão de moer? Não, os moinhos não param de moer. Mas vocês pararão de ouvir. Vocês estarão surdos. Seu mundo ficará cada vez mais silencioso. E conversar ficará penoso. Vocês verão que todos estão rindo. Alguém disse uma coisa engraçada. Mas vocês não ouviram. Vocês rirão,não por terem achado graça, mas para que os outros não percebam que vocês estão surdos. Vocês imaginaram uma velhice gostosa. E até compraram um sítio com piscina e árvores. Ah! Que coisa boa, os netos todos reunidos no sítio do vovô, nos fins de semana! Esqueçam. Os interesses dos netos são outros. Eles não gostam de conviver com deficientes.

Eles não aprenderam a conviver com deficientes. Poderiam ter aprendido na escola, mas não aprenderam porque houve pais que protestaram contra a presença dos deficientes.
A primeira tarefa da educação é ensinar as crianças a serem elas mesmas. Isso é extremamente difícil. Álvaro de Campos diz: “Sou o intervalo entre o meu desejo e aquilo que os desejos dos outros fizeram de mim”. Freqüentemente as escolas esmagam os desejos das crianças com os desejos dos outros que lhes são impostos. O programa da escola, aquela série de saberes que as professoras tentam ensinar, representa os desejos de um outro que não a criança. Talvez de um burocrata que pouco entende dos desejos das crianças. É preciso que as escolas ensinem as crianças a tomarem consciência dos seus sonhos!

A segunda tarefa da educação é ensinar a conviver. A vida é convivência com uma fantástica variedade de seres: seres humanos — velhos, adultos, crianças — , das mais variadas raças, das mais variadas culturas, das mais variadas línguas; animais; plantas; estrelas... Conviver é viver bem em meio a essa diversidade. E parte dessa diversidade são as pessoas portadoras de alguma deficiência ou diferença. Elas fazem parte do nosso mundo. Elas têm o direito de estar aqui. Elas têm o direito à felicidade. Sugiro que vocês leiam um livrinho que escrevi para crianças, faz muito tempo: Como nasceu a alegria. É sobre uma flor num jardim de flores maravilhosas que, ao desabrochar, teve uma de suas pétalas cortada por um espinho. Se o seu filho ou a sua filha não aprender a conviver com a diferença, com os portadores de deficiência, e a ser seus companheiros e amigos, garanto-lhes: eles serão pessoas empobrecidas e vazias de sentimentos nobres. Assim, de que vale passar no vestibular?

Li, numa cartilha de curso primário, a seguinte história:

Viviam juntos o pai, a mãe, um filho de cinco anos e o avô, velhinho, vista curta, mãos trêmulas.
Às refeições, por causa de suas mãos fracas e trêmulas, ele começou a deixar cair peças de porcelana em que a comida era servida. A mãe ficou muito aborrecida com isso, porque ela gostava muito do seu jogo de porcelana. Assim, discretamente, disse ao marido: “Seu pai não está mais em condições de usar pratos de porcelana. Veja quantos ele já quebrou! Isso precisa parar...”. O marido, triste com a condição do seu pai, mas, ao mesmo tempo, sem desejar contrariar a mulher, resolveu tomar uma providência que resolveria a situação. Foi a uma feira de artesanato e comprou uma gamela de madeira e talheres de bambu para substituir a porcelana. Na primeira refeição em que o avô comeu na gamela de madeira com garfo e colher de bambu, o netinho estranhou. O pai explicou, e o menino se calou. A partir desse dia, ele começou a manifestar um interesse por artesanato que não tinha antes. Passava o dia tentando fazer um buraco no meio de uma peça de madeira com um martelo e um formão. O pai, entusiasmado com a revelação da vocação artística do filho, lhe perguntou: “O que é que você está fazendo, filhinho?” O menino, sem tirar os olhos da madeira, respondeu: “Estou fazendo uma gamela para quando você ficar velho...”

Pois é isso que pode acontecer: se os seus filhos não aprenderem a conviver numa boa com crianças e adolescentes portadores de deficiências, eles não saberão conviver com vocês quando vocês ficarem deficientes. Para poupar trabalho ao seu filho ou a sua filha, sugiro que visitem uma feira de artesanato. Lá encontrarão maravilhosas peças de madeira...

ALVES, Rubem. Conversas sobre educação. Campinas: Versus, 2003. p. 11-16.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Definindo a Arteterapia

Arteterapia é o termo que designa a utilização de recursos artísticos em contextos terapêuticos; Esta é uma definição ampla, pois pressupõe que o processo do fazer artístico tem o potencial de cura quando o cliente é acompanhado pelo arteterapeuta experiente, que com ele constrói uma relação que facilita a ampliação da consciência e do auto-conhecimento, possibilitando mudanças. É um campo de interface com especificidade própria, pois não se trata de simples “fusão” de conhecimentos de arte e de psicologia. Isso significa que não basta ser psicólogo e “gostar de arte” ou ser artista arte-educador e “gostar de trabalhar com pessoas com dificuldades especiais”. A formação em arteterapia além das matérias de arte e psicologia necessárias, compreende também um corpo teórico e metodológico próprios, que abrange conhecimentos da história da arteterapia, conhecimento dos processos psicológicos gerados tanto no decorrer da atividade artística como na observação de trabalhos de arte, conhecimento das relações entre processos criativos, terapêuticos dos diferentes materiais e técnicas, conhecimento dos fundamentos teóricos e metodológicos da abordagem, vivência pessoal e prática supervisionada.

A Arteterapia é um caminho através do qual cada indivíduo pode encontrar possibilidades de expressão para, através de técnicas e materiais artísticos, processar, elaborar e redimensionar suas dificuldades na vida.


Fonte: http://www.sedes.org.br/arteterapia.htm

domingo, 21 de junho de 2009

BRINCAR

Nada melhor e mais interessante do que iniciar minhas postagens com um assunto muito divertido, tanto para crianças, quanto para adultos: o brincar. Todos brincamos, não importa a idade, a classe social, o lugar... animais brincam. A criança pequena que assume o papel da bailarina está experimentando como é adotar o papel de uma outra pessoa, logo está brincando. O adulto que rabisca está explorando o meio disponível de maneiras previamente não-descobertas, como uma repetição consciente ou inconsciente de um desenho previamente encontrado ou variações sobre um tema. Isso pode ou não ter um propósito. O importante é que esse tipo de brincar exploratório é uma preliminar do brincar real. O brincar infantil é onde a criança consegue aprender e também resolver conflitos e ansiedades. O brincar adulto parece ser uma resposta a uma demanda interna de ocupar-se mentalmente e fisicamente, enquanto alguma outra atividade bem dominada esta ocorrendo. Todos nós aprendemos - o tempo todo. É o nosso constante estado de "prontidão para brincar" que determina tudo isso. Aqui está uma grande força do brincar: os indivíduos, quer adultos quer crianças, podem brincar à sua maneira, aproveitando dessa experiência toda a aprendizagem para a qual eles estão "prontos" naquele momento.
Para ilustrar esse assunto divertido deixo as obras do grande Portinari que pintou o brincar em suas mais belas formas:


Crianças brincando - Portinari

Pipas - Portinari

Fonte: MOYLES, J. Só Brincar: O papel do brincar na educação infantil. Porto Alegre: ArtMed, 2002